Gestalt: arte nas entrelinhas

  1. Gestalt

Gestalt nos faz ter aquele sentimento de “que boa sacada!”

Ultimamente, o KFC (rede de fast food) vem chamando a atenção de seus clientes de diferentes países por suas inovações, incluindo até uma nova forma de pagamento. Com o seu novo anúncio, a rotina foi seguida.

A peça possui cartazes minimalistas utilizando o vermelho e o branco (cores da marca), junto com um menino com a boca aberta, cuja forma representa alguns produtos vendidos pela rede.

Conforme vemos no exemplo acima, a boca do menino remete a um sanduíche, bem grande por sinal. Mas o que muitos não sabem, principalmente aqueles que não são do meio do vasto mundo da comunicação e design, é que esse tipo de arte tem um nome: o gestalt.

Gestalt é uma palavra alemã que significa, aproximadamente, “forma”, “figura”. No design, ele é aplicado por meio de estudos e teorias, de forma que haja percepção e reconhecimento por parte do cliente sobre um determinado produto, empresa ou marca.

Não podemos negar que um bom gestalt nos faz ter aquele sentimento de “que boa sacada!”, mas também é necessário ter cuidado nos elementos escolhidos, pois talvez de primeira eles podem remeter a uma outra marca conhecida que possui as mesmas cores e que também pudesse se aproveitar até dos mesmos componentes.

A Colgate, por exemplo, possui as mesmas cores do KFC e atua exatamente na mesma área em que se encontra o gestalt, que é a boca. Se não tivesse a assinatura da rede de fast food embaixo da peça, será que o público reconheceria que o anúncio era do KFC? Ou mesmo tendo ela, será que repararam já que o objetivo era prender a atenção no gestalt?

Por isso, engana-se quem pensa que ser designer é só desenhar qualquer coisa. Ser designer requer estudos, busca de referências e teorias, pois é parte essencial no mercado publicitário. Fazer qualquer coisa não serve, afinal, nenhuma marca vende qualquer coisa e muito menos quer atrair qualquer público para si.

Toda empresa tem um segmento e um público-alvo, e ser designer faz parte disso também. A comunicação é como se fosse um corpo humano: possui muitas partes distintas, mas se uma não vai bem, todo o resto não funciona 100%.

Via: DesignCulture

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